Maria Ivone Vairinho e Poetas Amigos

Maio 03 2010

ENCÓMIO À MINHA MÃE

  

    

(Susana Custódio)

  

 

Mãe minha amiga e companheira,

Professora do meu difícil caminhar,

Frágil vigor sem mostrar canseira,

Soubeste bem ensinar o verbo amar!

 

Noites longas sempre à cabeceira,

Tendo esta débil saúde para zelar,

Cuidados mil! A melhor enfermeira,

A tua grande vitória foi me salvar!

 

Presto da minha vida partiste!

Eu, de olhar imenso, vago e triste

Sozinha fiz as jornadas da mocidade,

 

Vês o amor que habita em mim?

Vagueio só, na lembrança do teu jardim

E nele habito quando a saudade invade

 

 

 

Poema dedicado à minha mãe

 

 

Portugal - Sintra - 02 de Maio de 2010
publicado por appoetas às 01:26

Maio 02 2010

MÃE

António Castel-Branco

 

Fios de seda de prata lampejados

moldando essa doçura que enternece

um sorriso que afaga numa prece

dois sóis ao firmamento sonegados.

 

O colo de ternuras drapejado

nas malhas que o seu seio sempre tece

amor sem condição é alicerce

de um destino de sonho cinzelado.

 

Como um porto de abrigo desejado

esperança de vida já perdida

acolhe no regaço abençoado

 

de pronto p'ra sarar essa ferida

pois a Mãe cujo nome é adorado

já foi mas acompanha a nossa vida.

 

Sintra, 15-04-2010

 

publicado por appoetas às 23:56

Maio 02 2010

 

 

  

            DIA DA MÃE

 

          Sou eu que trago rosas

           Para todas vocês,

           Mães deste mundo,

           Que amais os vossos filhos,

           Por eles sofreis

           E, no fundo,

           Dais muito mais que recebeis.

            

           Sou eu que trago rosas

           Para todas vocês,

           Que sentiram a dor do nascer

           E puseram no sofrer

           A dor da esperança,

           Porque o melhor do mundo

           É a criança.

            

            Sou eu que trago rosas

            Para todas vocês

            Neste dia singular,

            Que sendo um só dia

            Não lhe tira a alegria

            Do eterno verbo amar.

            

            Faro (Portugal), 2-04-2010

 

publicado por appoetas às 23:16

Maio 02 2010

 

 

 

De rosas era teu dia
o pessegueiro floria
os pássaros em revoada
vinham pousar no beiral

quando o sol iluminava
a roseira, o quintal.

 

Hoje, a tua-minha casa
nada tem de ti vazia
é roseira ressequida
raiz na rocha implantada
só pelo vento batida.

 

Saudade por não te ter
saudade por não te ver
trazem  águas salgadas
nos rios que correm nos montes
e brotam nas minhas fontes

 

Maria Ivone Vairinho

 

publicado por appoetas às 19:34

Maio 02 2010

 Mãe,

Anjo da Guarda
Da vida minha.

 

Presente estiveste
Em cada momento
Que de ti precisei.

 

 

Uma presença Amiga
No gesto tão simples
(Por vezes tão difícil
Mas tão sublime)
De estender a mão
Não para pedires
Nem te amparares
Mas para te dares.
 
Porque assim quiseste
— tua foi a opção —
Da tua vida fizeste
Um poema belo
De inteira doação.
 
Alegrias e tristezas
Risos e lágrimas
Juntas partilhámos.

 

Na última angústia
No medo enorme
Que me invadiu
Quando eu fraquejei
Quando eu duvidei
Foste a rocha firme
Em que me apoiei.

 

Na certeza antecipada
De que tudo bem correria
Murmuravas rezando
Com a Fé enorme
Que vem dos céus:
"Muitas graças vou ter
Que Vos dar, meu Deus".

 

Ao olhar para ti
Para a prata dos teus cabelos
O azul celeste dos teus olhos
As tuas trémulas mãos
Postas em jeito de oração
O meu Anjo da Guarda vi:
Estava encarnado em ti.
Eras a imagem doce e serena
Da Fé e da Esperança.
 
Enquanto te fitava
Via os teus olhos
De lágrimas inundados
Que teimavam em não rolar
(Só para eu não chorar)
A esperança em mim brotou
A tua força forte me tornou.

E uma certeza eu tive:
Nada de mal me podia acontecer
Enquanto a meu lado estivesses.


Anjo da Guarda
Mãe
Bendita sejas
Pelo muito que me deste.
 
Maria Ivone Vairinho

publicado por appoetas às 18:26

Maio 02 2010


Amor que não se cansa, que é bendito
Queria saber descrevê-lo mas decerto
Amor de mãe, não pode ser descrito!

Amor de mãe, amor sempre desperto


É puro como puro é um lírio
É rijo e forte qual granito
E doce até no seu martírio
Porque, o seu amor é infinito!

 


É sentimento que nasce em dores
O mais puro e nobre dos amores
E em dores vive, com amor profundo

 

Sentimento que é indescritível
Não se divide, é indivisível
Porque é o amor maior do mundo!

 

 

Albina Dias

publicado por appoetas às 18:18

Maio 02 2010

 

Mulher é a fonte de vida
Onde um filho vem beber
A seiva que o alimenta
Mesmo antes de nascer


Guardas a vida em teu ventre
É nobre o teu coração
Trazes o mundo em teus braços
Tens a força da razão


Só o coração de mãe sente
Aquilo que é muito seu
Porque a vida lhe pertence
Pois do seu ventre nasceu


E nada tem mais valor
Que um coração de mulher
Suas armas são o amor
Seu filho é o seu viver


Só sente um amor assim
Quem um filho já gerou
Esse amor não tem mais fim
Foi Deus que assim o ditou

 

 


                                     ALBINA DIAS


 

publicado por appoetas às 18:12

Maio 02 2010

 

Mãe quero ser para ti a mais linda flor

o mais belo soneto de amor;

a mais bonita carta que alguém te escreveu,

poema inacabado que ninguém leu…

 

Quero ser o doce por ti inventado,

 o manjar de reis por ti criado;

 quero ser a chama visível da paixão

 mãe quero ser a cama no teu coração!

 

  

 

 Tu para mim és o meu mundo,

 universo e mar profundo,

 mão ternura que me ampara e afaga…

 

 

Olhar que abarca todo o espaço,

nuvem clara num abraço,

mãe tu és a estrela que não apaga!

 

Eugénia Frazão

2010

 

 

publicado por appoetas às 14:36

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